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Bateria estufada: riscos e o que fazer

O único problema de bateria que tratamos como urgência, e por quê.

Bateria estufada é o único problema de bateria que tratamos como urgência. Os sinais são físicos e visíveis: a tela começa a levantar do aro, a tampa traseira não fecha mais direito, ou o aparelho balança quando apoiado numa mesa plana.

O que aconteceu ali é uma reação química interna gerando gás dentro da célula selada. A pressão empurra as camadas do aparelho para fora. Isso não regride: a célula não volta ao normal, e a tendência é piorar.

Os riscos são concretos. O gás sob pressão pode romper o invólucro e vazar eletrólito, que é corrosivo e danifica a placa. Em casos extremos, a célula pode entrar em fuga térmica, que é quando aquece descontroladamente, com risco de incêndio.

O que fazer imediatamente: pare de carregar. Não use o aparelho até resolver, se puder evitar. Não guarde perto de material inflamável nem deixe carregando durante a noite. E, principalmente, não tente furar, dobrar ou pressionar a bateria de volta para o lugar. Perfurar uma célula estufada é a forma mais rápida de causar um incêndio.

Não empurre a tela de volta tentando encaixar. Além de não resolver, isso pode romper a célula.

Leve na assistência o quanto antes. A troca é um reparo relativamente simples e barato, e resolve o problema por completo. O que não vale é conviver com isso por semanas esperando piorar, porque a partir daí o risco deixa de ser só do aparelho.

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