Conserto de celular ou seguro: qual compensa mais
A conta que quase ninguém faz antes de contratar.
A conta é direta, mas raramente é feita. Some doze mensalidades do seguro mais a franquia que você pagaria em caso de sinistro. Compare esse total com o custo de um reparo de tela do seu modelo, que é o acidente mais provável.
Para muitos aparelhos intermediários, o seguro anual mais a franquia se aproxima ou supera o valor de uma troca de tela. Nesse cenário, o seguro só compensa se você quebrar o aparelho mais de uma vez por ano.
Para aparelhos de topo de linha, a conta muda. Tela de flagship, principalmente de dobrável, é cara o bastante para o seguro fazer sentido, especialmente se o aparelho foi comprado parcelado e você ainda está pagando por ele.
Vale ler o que está coberto. Muitos seguros cobrem roubo e furto qualificado, mas não furto simples, aquele em que não há violência nem arrombamento, que é justamente o mais comum. Alguns não cobrem dano por líquido. Outros limitam a um sinistro por ano.
Um ponto que costuma passar batido: alguns seguros exigem que o reparo seja feito em rede credenciada, o que tira sua liberdade de escolha e às vezes aumenta o prazo.
A alternativa que quase ninguém considera é fazer o autosseguro: reservar por mês o valor que seria a mensalidade. Se nada acontecer em dois anos, o dinheiro é seu. Se acontecer, ele cobre o reparo.
Para a maioria das pessoas com aparelho de faixa intermediária, uma boa capa com borda elevada e uma película de vidro custam menos que dois meses de seguro e evitam a maior parte dos acidentes.
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