Celular caiu na água: o que fazer nos primeiros minutos
A janela de recuperação é curta e três atitudes comuns pioram tudo.
O problema de um celular molhado não é a água em si, é a oxidação que ela começa. Água com sal, cloro ou sabão conduz eletricidade e ataca as trilhas da placa quase imediatamente. Cada hora que passa reduz a chance de recuperação.
A primeira coisa é desligar o aparelho e não ligar de novo. Isso é o mais importante de tudo. Ligar um aparelho molhado energiza trilhas que estão em curto, e é o que mais causa dano permanente. Se ele desligou sozinho, deixe desligado.
A segunda é não colocar para carregar. Parece óbvio, mas é comum a pessoa tentar carregar para ver se ainda funciona. O conector molhado com corrente passando é receita para queimar o circuito de carga.
A terceira é não usar secador. O calor forçado empurra a umidade para dentro, para regiões que estavam secas, e ainda pode deformar colas e vedações.
Se possível, tire a capa, remova o chip e o cartão de memória, e seque o exterior com um pano. Depois traga assim mesmo, desligado, o quanto antes.
O que fazemos aqui é abrir o aparelho, desconectar a bateria e limpar a placa em banho de ultrassom com solução específica, que remove resíduo e oxidação. Depois vem secagem controlada e teste componente a componente. Só então dá para dizer o que foi perdido.
Um aviso que vale repetir: aparelho que continua funcionando depois do banho não está salvo. A oxidação age por dias e a falha costuma aparecer depois, quando a recuperação já ficou bem mais difícil.
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